Dirigido por Brad Bird, filme de 1999 conquistou crítica, público e se tornou uma das animações mais marcantes da Warner Bros.
Lançado no fim dos anos 1990, "O Gigante de Ferro" (The Iron Giant) virou um daqueles filmes que crescem com o tempo. Na estreia, teve bilheteria discreta. Hoje, é tratado como um clássico moderno da animação e uma das obras mais sensíveis já produzidas pela Warner Bros.
Dirigido pelo o duas vezes vencedor do Oscar® de Melhor Filme de Animação, Brad Bird, em 2008 por (Ratatouille) e em 2005 por (Os Incríveis) com roteiro de Tim McCanlies, o longa é inspirado no livro 'The Iron Man', de Ted Hughes. A história parece simples à primeira vista: um robô gigante cai do espaço e faz amizade com um garoto numa pequena cidade americana nos anos 1950. Mas o que o filme constrói a partir disso é muito maior.
Uma amizade improvável em tempos de medo
Ambientado durante a Guerra Fria, o filme acompanha Hogarth, um menino curioso que descobre o robô escondido na floresta. Enquanto o governo enxerga ameaça, o garoto vê alguém que está aprendendo o que significa existir.
O coração do filme está nessa relação. O Gigante não nasce herói nem vilão. Ele aprende. Aprende com exemplos, com erros, com afeto. E é aí que a narrativa ganha força: a ideia de que você pode escolher quem quer ser.
Não é um discurso pesado. É uma mensagem orgânica, construída em diálogos simples e cenas que misturam humor, tensão e delicadeza.
Vozes que dão alma à história
No elenco original, nomes como Jennifer Aniston, Harry Connick Jr. e Vin Diesel ajudam a dar personalidade aos personagens. Diesel, aliás, consegue transmitir emoção com pouquíssimas palavras na voz do Gigante — um trabalho contido, mas marcante.
No Brasil, a dublagem também é um ponto alto. Vozes experientes como Guilherme Briggs, José Santa Cruz e Mauro Ramos ajudam a construir uma versão nacional igualmente envolvente, que marcou quem assistiu ao filme no cinema ou na TV aberta nos anos 2000.
Estreia discreta, legado gigante
"O Gigante de Ferro" teve sua première no TCL Chinese Theatre (na época conhecido como Mann's Chinese Theatre), em Los Angeles, em 31 de julho de 1999. O lançamento nos Estados Unidos aconteceu em 6 de agosto daquele ano.
Apesar da recepção crítica extremamente positiva, o filme não foi um sucesso imediato de bilheteria. Parte disso se deve a uma divulgação considerada limitada na época. Com o passar dos anos, no entanto, a obra ganhou status cult, foi redescoberta por novas gerações e passou a figurar em listas de melhores animações de todos os tempos.
Técnica e emoção na medida certa
Visualmente, o longa combina animação tradicional com elementos digitais, algo que estava em transição naquele período. O resultado envelheceu bem. A direção de arte aposta em cores que refletem o clima da época: tons mais sóbrios quando o medo domina, cores quentes nos momentos de afeto.
Mas o que realmente sustenta o filme é o roteiro. Ele respeita a inteligência do público, inclusive das crianças. Não simplifica sentimentos, não exagera na moral da história. Confia que o espectador vai entender o peso das escolhas.
Vale a pena revisitar?
Sem dúvida. "O Gigante de Ferro" é o tipo de animação que conversa com adultos e crianças ao mesmo tempo. Fala sobre amizade, identidade, medo coletivo e responsabilidade individual de uma forma acessível, mas profunda.
Mais de duas décadas depois do lançamento, continua atual. Em tempos de desinformação, paranoia e divisões, a mensagem central — a possibilidade de escolher ser melhor — soa ainda mais necessária.
Trailer, Sinopse e Pôster
"Algo enorme está no horizonte. Hogarth Hughes há pouco salvou um robô que caiu das estrela na Terra. Agora o jovem Hogarth tem um amigo muito grande e um problema maior: Como manter em segredo um gigante de ferro de apetite enorme por carros de ferro-velhos? E tudo piora com a chegada de um curioso agente do governo para caçar o invasor, aliado ao exército Americano que vem demolir o gigante. Resultado: uma incrível aventura que é a parte de metal, parte de magia e toda coração."
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| Divulgação/Warner Bros. |
Se você nunca viu, está na hora. Se já viu, talvez seja o momento perfeito para assistir de novo com outro olhar. Algumas histórias simplesmente crescem junto com a gente.
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